4/05/2006
O Fórum das Ed. An. (Sem Manuel Acácio)
3/18/2006
O velho continente a ferro e fogo.
3/10/2006
A Carta.
1/27/2006
1/26/2006
O Passado de José Silva
1/25/2006
Relatório sobre o grupelho autodenominado FAG"T"L
1/23/2006
Tens lume?
A (literal) máquina de guerra Europeia
Um colectivo de Tactical Media italiano montou uma gigantesca operação mediática a promover um filme que não existe onde uma força militar europeia assume o papel habitualmente Americano de salvar o mundo:
Fake European propaganda movie hits Austria and Bologna Mattes' grand artwork keeps on spreading in both the public and the media space.
'United We Stand' is the title of the much-hyped spy/action movie wholly produced by Europe, a large-scale propagandistic stunt that has in the past few months stirred much controversy. Too bad the movie doesn't actually exist, but it is instead the latest insane provocation of the artists' couple Eva and Franco Mattes, better known as 0100101110101101.ORG. After Berlin, Brussels, Barcelona, New York and Bangalore, the gigantic performance has now landed in Austria and Bologna.
While the movie itself doesn't exist, the actors and the flashy poster do. They portray the inspired faces of the main characters surrounded by the blue of the European flag and by gruesome war scenes. The movie's Web site also exists - www.UnitedWeStandMovie.com - and it is accompanied by an extensive advertising campaign covering half the globe, causing extreme reactions in both the streets and the media.
"United We Stand" Eva Mattes explains "mimics the typical Hollywood action movie where the US always wins and saves the world. We have used their clichéd visual elements, but we have replaced their flag with the European one. The outcome is quite disturbing, it seems to me that it better communicates what we often take for granted, rather than stating
what it truly represents".
In the past months, the movie's posters have appeared on the remains of the Berlin wall, in front of the European Parliament, underneath the Empire State Building and on the picturesque walls of Bangalore, India.
The campaign reaches across small urban centers as well as the advertising-crowded streets of global metropolises. Right now, as Austria is about to take over the European presidency, the advertising for 'United We Stand' is appearing on dozens of large advertising billboards along the Austrian roads, visible from hundreds of yards away.
Still in Europe, but just further south, in Bologna, Italy, the flocks of movie fans that notoriously crowd the city have lately been wondering how a blockbuster movie with such big names as Ewan McGregor and Penelope Cruz could be released without them knowing it in advance.
Different reactions were found on the McGregor's official fan site: "If Ewan decided to do it, I would definitely see it!".
"The choice of the subject" writes Flavia De Sanctis Mangelli on the Italian newspaper l'Unità during the days of the New York campaign "a supposed war between the United States and China, with Europe trying to solve the case through diplomacy, is soaked with subtle and ironic provocation. How will Europe convince the two super powers? How can
European political culture stand up to the great propaganda simplifications of Hollywood? The work is a poignant take on the tremendous power that the media has in the formation of consensus, as well as a biting political satire against a very small Europe, that only united could succeed in having its voice heard".
The enormous artwork keeps on spreading, exploiting any existing medium, from the traditional news media, such as TV and the press, to word-of-mouth and the Internet. "United We Stand" writes Ben Davis on Artnet Magazine "with its focus on rejiggering pop cultural codes in social space, is a canny updating of Pop art for the age of viral
marketing, when the mass media has penetrated firmly into the
everyday".
Parallel to the international promotional campaign, the work is exhibited until January the 21st at Postmasters Gallery, New York, and at Arte Fiera (January 27-30), in the Fabio Paris Art Gallery (Pad. 21, Stand B15).
About the authors
Eva and Franco Mattes - internationally known as 0100101110101101.ORG - are a couple of restless European con-artists who use non-conventional communication tactics to obtain the largest visibility with the minimal effort. Past works include inventing and promoting a nonexistent artist; spreading a computer virus as a work of art; challenging and
defeating Nike Corporation in a legal battle for a fake advertising campaign.
1/22/2006
A FAGTL reinvidica: Acção em dia de eleições!
1/21/2006
problemas de visualização.
baudrillard admite: "sim sou um catastrofista"
A Companheira Lurdes
1/20/2006
The News.
1/19/2006
FAGTL no Expresso
PJ encontra na internet documentação importante relativa a militantes catastrofistas activos em Lisboa.
Num comunicado de imprensa assinado pelo inspector-chefe Pintinha Carvalhão a PJ afirma ter interceptado informação importante relativamente a movimentos dos catastrofistas activos em Lisboa.
Segundo a PJ a FAGTL (Frente para a Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa) , a organização guarda chuva que reúne as diversas tendências do catastrofismo, tem estado activa nos últimos meses e é responsável pela maioria dos mais recentes abalos sentidos na capital. “os catastrofistas vão mais além do que o resto dos movimentos antagonistas em Portugal, são uma verdadeira ameaça à segurança nacional dado o peso histórico do seu movimento” disse Pintinha ao repórter do Expresso, “as nossas investigações indicam que há cerca de quinhentos militantes que tentam de forma autónoma organizar pequenos tremores de terra e cerca de setenta mil simpatizantes sombra que estão só à espera de sinais da chegada do almejado terramoto”. Os pequenos grupos que agem independentemente uns dos outros são por vezes tão pequenos como duas pessoas e as suas acções localizadas em pontos físicos delimitados “O modus operandi dos catastrofistas assenta mais na multiplicação das acções pequenas do que numa movimentação centralizada, e é isso que os torna temíveis.”
Excertos da documentação foram disponibilizados aos média: num parágrafo de um e-mail captado “Bafinhos” diz a “Maria Puré” que os “Putos com buço” estão a preparar um salto que abane uma famosa galeria/sala de concertos do Bairro Alto. Em outro “Naifadas” última preparativos com “China” para a operação “bué” que a PJ suspeita que tenha a ver com a sabotagem dos mecanismos anti-terramoto do Forúm Picoas, um outro grupo planeia assaltar o oceanário no dia do terramoto para oferecer à população peixinho grelhado no redominado “Parque das Monções”. Mais o mais interessante será um esboço de comunicado que a PJ afirma não saber quando será revelado, assinado por FAGTL/CVR (Frente para a Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa / Comando Viva Richter) de onde retiramos alguns excertos: “A cidade rizomática pré terramoto I foi substituída pela cidade pombalina burguesa e dada às artimanhas do poder, será necessário um novo terramoto para devolver Lisboa aos devires multitudinários”, “O regime biopolitico vê a cidade como um corpo que é controlado por um orgão central, a Câmara Municipal, nós propomos o contrário, entender o corpo como uma cidade, e está na altura dos corpos dançarem Lisboa ao som do Rock”, terminando com uma sentença aos que chamam responsáveis pela mediocridade existencial e urbana da cidade: “Burgueses, advogados, deputados! Designers, cineastas, arquitectos! Intelectuais engagê com xulé, artistas de vanguarda nacional republicana, activistas e militantes de Base e Rimmel! Bloquistas, comunistas, socialistas, policias, soldados! TREMEI (literalmente) ! TREMEI (sic) ! Catástrofe ou Barbárie!”.
FATGL
os comentários á noticia da FATGl foram tao bons que merecem vir para aqui:
Heykal:
O Bureau d’Études pour la Démolition Urbain de paris anuncia uma importante viragem na sua estratégia pela destruição da cidade. Entrevista telefónica dirigida por João Silva (FAGTL).
Perante os acontecimentos recentes onde hordas de adolescentes residentes nos "banlieues" de Paris procederam à destruição sistemática e persistente de mobiliário urbano, veículos, supermercados e diversas instituições públicas, Karim Yuef – membro da direcção do referido gabinete – não hesita ao afirmar: “percebemos, inequivocamente, ao nos confrontarmos com o potencial destrutivo daqueles "enfants" (miúdos), que o nosso trabalho de catalização do poder destrutivo dos fenómenos naturais era imensamente mais demorado e menos eficiente”.
Questionado sobre as acções realizadas nos últimos anos, Karim prossegue: “veja lá, temos uma equipa altamente especializada e que está debruçada, há pelo menos cinco anos, na tecnologia electromagnética desenvolvida no HAARP/NASA e até agora nada, o máximo que achamos ter alcançado e mesmo assim sem certezas, foram uns pequeníssimos tremores de terra apenas registados nos sismógrafos mais sensíveis”.
À pergunta de JS - Em Portugal, na FAGTL, pomo-nos constantemente perante a questão das mortes humanas resultantes nos processos de destruição urbana generalizada, como vêm vocês este problema? - Karim, claramente entusiamado, replica “pois, pois, esse é outro ponto que nos inclinou vertiginosamente para os benefícios da insurreição social, qualquer chuvazinha, ondinha de calor, provoca centenas de mortes, nos "emufes" [palavra ininteligível, pensamos que talvez quisesse dizer émute: motim, distúrbios] nos subúrbios morreu, ao que se sabe uma pessoa, apenas uma pessoa, uma pessoa...”
Skater:
Os trilhos que percorremos diariamente seja na Avenida da Liberdade, no comboio da ponte, no passeio por Monsanto, na borga nocturna no Bairro Alto, nos corredores da escola ou do centro comercial, a caminho do CCB ou da biblioteca, na manifestação, na maratona, estão todos eles contaminados, na génese, pela ideologia desta sociedade. Não basta acabar com os patrões ou com os Macdonald’s, é necessário destruir a cidade.
Passo agora a palavra a este senhor, que em espelho diz o que penso: “E quem se torna senhor de uma cidade habituada a viver livre e nem sequer a destrói, que não deixe de esperar ser destruído por ela, porque ela tem sempre por refúgio nas suas rebeliões o nome da liberdade e os seus velhos costumes, os quais nem pela vastidão dos tempos nem por nenhuma mercê jamais serão esquecidos. E por mais que se faça ou que se precavenha, se não é o expulsar ou o dispersar dos habitantes, eles não esquecerão nunca esse nome nem esses costumes..." (Maquiavel - O Príncipe)
Joao Silva da FATGL
Antes de mais os meus parabéns ao Blog. Contenta-me, sinceramente, observar uma curiosidade crescente dos cidadãos em relação às proposta de destruição massiva da porcaria urbanística em que se tornou esta cidade.
Ocorreu-me que seria interessante transportar para aqui o debate profícuo que se vem desenrolando na Frente (FAGTL).
Em primeiro lugar, e como reacção à entrevista que fiz a Karim Yuef, considero errado dar prioridade a uma estratégia em detrimento de outra. Parece-me possível e útil desenvolver em paralelo, como o temos feito aqui em Lisboa, a promoção de desastres naturais e o início efectivo da destruição efectuada em pequenos grupos.
Na próxima reunião, a realizar nas nossas instalações na Av. da Liberdade, vamos trabalhar uma nova proposta de acção: a implosão energética do Túnel do Marquês, através de um cordão humano ayurvédico galvanizado mediante técnicas arcaicas do êxtase (percussão, psicotrópicos, fé religiosa, etc)
Por outro lado, dentro da estratégia do “aqui e agora”, confrontam-se, desde as semanas paradigmáticas em Paris, duas posições: de uma parte os que defendem propostas recuperadas das origens do primitivismo (o selvagismo do séc. XIX), e que pretendem a invasão da cidade pela mata de Monsanto, através da destruição e plantação sobre o entulho de novas florestas. Querem ver a erva a crescer de novo e indicam que a plantação de certas árvores de raiz perfurativa mantém uma factor destrutivo ao longo dos anos. Na outra parte, onde eu me encontro, defendemos uma migração destrutiva dos subúrbios e guetos no sentido de Monsanto e do Centro da capital, achamos que de momento, e perante uma certa urgência, deve-se jogar com potencial antagonista gerado nas periferias, e que então depois as replantações surgiram com naturalidade.
Não podemos aceitar viver mais assim. Não discutimos mais a cidade, destruimo-la.
Miguel Caetano:
E não seria melhor inventar e criar do que deitar abaixo?
Viridian Design Movement: Creating irresistible demand
for a global atmosphere upgrade
Acho que falta um bocado de sentido ético e empatia por aqui e no movimento anarca português. Daqui a bocado estão a querer matar-se uns aos outros. Pensando bem, acho que é melhor percepcionar esta cena toda como uma farsa, uma piada.
Pensar que há pessoas que em vez de dedicarem o seu tempo a criar, a fazer amor e filhos, a ouvir música ou mesmo a cultivar cenouras biológicas, estão a pensar em deitar abaixo prédios e árvores, dá-me convulsões.
Acção contra os despejos na Amadora
1/17/2006
riot disney land
mas não, aqui estão as fotos do mais violentos motins dos últimos 30 anos, dos apenas pós-franquistas às históricas imagens do despejo do CSOA Cine Princesa que aqueceram muitos imaginários lisboetas nos últimos 10 anos. Para não falar dos anteriores, até 1939, porque aí é que era memo curti-la.
1/16/2006
O pagamento de dias de trabalho.
Bastante mais completa e entusiasticamente up-to-date está a entrada inglesa relativa ao mesmo tema: Anarchism no wikipedia.
Não se entenda porém que vistamos a camisola e basta, somos filhos bastardos de vários pais e ultimamente as ovelhas negras de várias familias.





