FAGTL no Expresso
PJ encontra na internet documentação importante relativa a militantes catastrofistas activos em Lisboa.
Num comunicado de imprensa assinado pelo inspector-chefe Pintinha Carvalhão a PJ afirma ter interceptado informação importante relativamente a movimentos dos catastrofistas activos em Lisboa.
Segundo a PJ a FAGTL (Frente para a Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa) , a organização guarda chuva que reúne as diversas tendências do catastrofismo, tem estado activa nos últimos meses e é responsável pela maioria dos mais recentes abalos sentidos na capital. “os catastrofistas vão mais além do que o resto dos movimentos antagonistas em Portugal, são uma verdadeira ameaça à segurança nacional dado o peso histórico do seu movimento” disse Pintinha ao repórter do Expresso, “as nossas investigações indicam que há cerca de quinhentos militantes que tentam de forma autónoma organizar pequenos tremores de terra e cerca de setenta mil simpatizantes sombra que estão só à espera de sinais da chegada do almejado terramoto”. Os pequenos grupos que agem independentemente uns dos outros são por vezes tão pequenos como duas pessoas e as suas acções localizadas em pontos físicos delimitados “O modus operandi dos catastrofistas assenta mais na multiplicação das acções pequenas do que numa movimentação centralizada, e é isso que os torna temíveis.”
Excertos da documentação foram disponibilizados aos média: num parágrafo de um e-mail captado “Bafinhos” diz a “Maria Puré” que os “Putos com buço” estão a preparar um salto que abane uma famosa galeria/sala de concertos do Bairro Alto. Em outro “Naifadas” última preparativos com “China” para a operação “bué” que a PJ suspeita que tenha a ver com a sabotagem dos mecanismos anti-terramoto do Forúm Picoas, um outro grupo planeia assaltar o oceanário no dia do terramoto para oferecer à população peixinho grelhado no redominado “Parque das Monções”. Mais o mais interessante será um esboço de comunicado que a PJ afirma não saber quando será revelado, assinado por FAGTL/CVR (Frente para a Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa / Comando Viva Richter) de onde retiramos alguns excertos: “A cidade rizomática pré terramoto I foi substituída pela cidade pombalina burguesa e dada às artimanhas do poder, será necessário um novo terramoto para devolver Lisboa aos devires multitudinários”, “O regime biopolitico vê a cidade como um corpo que é controlado por um orgão central, a Câmara Municipal, nós propomos o contrário, entender o corpo como uma cidade, e está na altura dos corpos dançarem Lisboa ao som do Rock”, terminando com uma sentença aos que chamam responsáveis pela mediocridade existencial e urbana da cidade: “Burgueses, advogados, deputados! Designers, cineastas, arquitectos! Intelectuais engagê com xulé, artistas de vanguarda nacional republicana, activistas e militantes de Base e Rimmel! Bloquistas, comunistas, socialistas, policias, soldados! TREMEI (literalmente) ! TREMEI (sic) ! Catástrofe ou Barbárie!”.


2 Comments:
vocês são terríveis ;-)
Comité por uma falha que não falhe.
Desesperados pela total ineficácia da falha tectónica da região de Lisboa e vale do Tejo, um grupo de moradores de Alcântara a Porto Brandão (zonas por onde o referido acidente geodésico passa) tem-se vindo ao longo da última semana a organizar e ter reuniões com o intuíto de ajudar a falha a funcionar.
Denominam-se a eles próprios Comité por uma Falha que Não Falhe e assumem-se como catastrofistas desesperados com a total inoperância do seu desespero próprio materializado numa falha que falha por nunca falhar (não treme).
“Esta gente tem vergonha. Esta gente está farta de viver à espera.
Esta gente decidiu juntar-se e usar as mãos. Usar os pés. Usar pás. Martelos Pneumáticos. Vassouras. Automóveis, Cacilheiros.”
Pensa-se que será lícito encontrar uma relação estreita entre este grupo e a FAGTL (Frente para a Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa).
Que quer esta gente?
(pelas suas próprias palavras- intervenções colhidas à saída de uma reunião)
- “Queremos uma onda como a dos chinocas.”
- “Caboum! Tudo para baixo e depois tudo por àgua abaixo.”
- “Queremos vir na televisão.”
- “eu digo como Galileu! “
- “Queremos que a televisão fique estragada.
- “Muitos dias.”
- “Queremos ver como era esta pocilga antes dos prédios.”
- “qual pocilga?”
- “Lisboa, estúpido”
- “Isto só vai lá com a natureza bruta. É tremer até cair.
- “olhe, eu, por exemplo, sou do Algarve e acho que lá era limpinho... mesmo o que era necessário para resolver o que se tem vindo a passar nos últimos anos....”
-“ Primeiro tremia, depois vinha a ondinha e, maravilha! Nem tinha o Sócrates de pôr o detonador para baixo, nem tinham de vir os americanos limpar!...
- “ lisboa a tremer como foguetes”
- Bruto és tu, não é a natureza!”
- “Na expo, na expo, era bonito!”
- “Pronto são os 2 brutos”
- “ pois, ela coitadinha [a falha] fez anos... pode dançar, não acha?”
- “É que há uma coisita ou outra aqui na cidade que não me agrada e assim resolvia-se logo, você não tem destas coisas?”
- pois, eu sou da Amadora e também tenho alguns motivos para...
Enfim, muitos e variados parecem ser os motivos que levam estas pessoas a agir.
A natureza das suas acções é-nos até à data totalmente desconhecida, uma vez que a Polícia Judiciária tem vindo a apertar cada vez mais o controlo a esta tendência de início de século que parece ser a Acção Catastrofista.
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